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Chega-se a Ribeiradio, no concelho de Oliveira de Frades e deparamo-nos com uma vasta riqueza patrimonial. A população espalha-se por toda a encosta da serra das Talhadas e descai para o rio Vouga. Um lugar paradisíaco situado no vale de Lafões. Um território ocupado por algumas linhas de muralhas e diversos vestígios arqueológicos.
O ponto de partida passa pelo Baloiço da Serra, situado num dos pontos mais altos da Serra do Ladário. Mas antes de lá chegarmos, é necessário caminhar por caminhos de terra batida ou então com uma carrinha todo-o-terreno. “É mesmo uma aventura chegar cá, os trilhos estão marcados, mas convém que o veículo seja todo-o-terreno. Se não quiserem conduzir até ao sítio, venham a pé que se faz bem”, destaca Clara Vieira, Vereadora da Câmara Municipal de Oliveira de Frades.
Em Ribeiradio, a Associação Trilhos do Ladário tem apostado na conservação e manutenção dos trilhos para a prática de BTT, Trail na Serra do Ladário e promoção do desporto em espaço natural, organização de atividades desportivas e culturais. “Quando visitarem este baloiço terão de ter cuidado, porque podem aparecer os nossos ciclistas aventureiros”, entre gargalhadas, frisa.
No Baloiço da Serra pode-se observar o Rio Vouga com um braço para o Rio Teixeira, um dos rios mais limpos e cristalinos da Península Ibérica. Para a gente daquela terra, consegue-se avistar de longe cada canto e encanto. E é assim que Clara Vieira leva-nos a conhecer o espólio de Casas do Brasileiro do século XIX, junto do diretor do Museu Municipal de Oliveira de Frades, Filipe Soares.
É na Quinta da Boavista, nas Galegas de Ribeiradio que está construída uma das Casas do Brasileiro, atual propriedade de um casal de ingleses. “No século XIX foram até ao Brasil em busca de melhores condições de vida e fizeram por lá fortuna, em várias áreas. Quando tiveram oportunidade regressaram à terra de origem com muito dinheiro e sobretudo, bagagem com muitas ideias novas de arquitetura”, menciona Filipe Soares. As Casas do Brasileiro têm algumas caraterísticas, desde “telhados rematados em triângulo e palmeiras”.
Apesar de serem várias as casas nesta freguesia, não estão abertas ao público. Um dos objetivos do casal de ingleses é que esta casa seja um dos pontos de turismo de Ribeiradio.
Uma rota de baloiços com paragens obrigatórias para verdadeiras aulas de história.
O Baloiço Terra e Mar se por um lado se avista o rio, por outro avista-se a imensidão da serra. Aqui, encontramo-nos entre dois mundos opostos, a terra e o mar, mas que se enamoram ao longo dos séculos. Mostra-nos que a dureza das rochas e das serras são únicas e especiais. A natureza sabe o que faz, e quem construiu este baloiço também.
“Uma vista 360 graus. A norte temos a magnífica vista para o litoral, para a zona de Aveiro. Para este temos a cordilheira da serra da Freita, da serra da Gralheira, da serra da Arada. E depois para norte temos a outra cordilheira da serra do Caramulo”, destaca Filipe, relembrando a vista por quem lá passa.
A religiosidade desta freguesia transborda-se em cada canto. A caminho do último baloiço, deparamo-nos com o Santuário da Nossa Senhora Dolorosa. É aqui que se juntam milhares de pessoas, neste que é o espaço de umas das romarias mais antigas da região.
Chegando ao último baloiço de Ribeiradio, despedimo-nos em conversa com o Presidente da Junta de Freguesia de Ribeiradio, Hélder Costa, com o Padre da Paróquia, Paulo Vicente e com uma turista espanhola.
“Este baloiço foi uma forma de valorizar este espaço. O espelho de água e a barragem”, salienta o presidente. Um baloiço encostado à Nacional 16 que tem fácil acesso para quem gosta de desfrutar de belas paisagens.
Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Ribeiradio, este leque de três baloiços, até aos dias de hoje, conta com um total de 30 mil visitantes.