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O que lhe ensinou o Poder Local?
Ensinou-me, de facto, muita coisa. Tenho mais de um quarto de século de andanças no Poder Local. E ensinou- -me a que se achar que o cidadão lhe pesa quando o aborda então não vale a pena vir para esta vida, isto é uma vida de dádiva, sem horários e tem que se ter uma grande correspondência com o amor à terra em que nos disponibilizamos a gerir. Ensinou-me que é uma área de eterna insatisfação, onde nada está feito, há sempre coisas para fazer, e de uma disponibilidade total. Ensinou-me outra coisa que é que ninguém é especialista de nada. Quem está no Poder Local tem de saber de muitas coisas e de muitas áreas. Diria que tem de ser um jornalista para todas as áreas da vida. É um ensinamento que aprendi nestes 25 anos.
Que conselhos deixa a quem escolhe ser autarca?
Durante muito tempo era convidado para apresentar candidatos às autarquias… lembravam-se de mim e pediam-me para estar presente. Um conselho que sempre dei, sobretudo aos novos autarcas, é que fizessem o exame prévio se as pessoas os incomodavam. Isto é, se não gostarem das pessoas não vale a pena serem autarcas. Se são apenas porque acham que lhe dá alguma distinção, então conseguem aguentar um ou dois mandatos, não conseguem aguentar mais. O conselho que eu deixo é que analisem previamente se são capazes de ter este tipo de vida, sem horários, sem fim de semana, de gostar das pessoas, de os ouvir, das pessoas não os incomodar. Que pensem nisto previamente, senão não vale a pena. Se não for assim, o melhor é nem começarem.
(Para ler mais na edição impressa desta semana do Jornal do Centro)