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Tiago Bettencourt nos 100 anos do Cineteatro Jaime Gralheiro

A construção desta casa de espetáculos deveu-se à iniciativa privada da firma comercial Silva & Farrecas e abriu a 6 de Junho de 1925

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 Tiago Bettencourt nos 100 anos do Cineteatro Jaime Gralheiro

Tiago Bettencourt, uma das referências da nova música portuguesa, atua este sábado (27) na festa que assinala os 100 anos do Cineteatro Jaime Gralheiro, em S. Pedro do Sul.

O músico iniciou o seu percurso em 2003 como vocalista dos Toranja, banda que rapidamente alcançou projeção nacional com os álbuns Esquissos e Segundo. Canções como Carta e Laços tornaram-se temas emblemáticos da música portuguesa e continuam a ser entoadas pelo público em cada atuação.

Ao longo do concerto, Tiago Bettencourt revisita estes êxitos e outros temas que têm marcado o seu trajeto artístico, num espetáculo dinâmico que não deixa ninguém indiferente. A combinação entre intensidade, proximidade e maturidade musical consolida a sua posição como um dos nomes mais relevantes do panorama musical nacional.

O Cineteatro Jaime Gralheiro, antes designado Cineteatro São Pedro, é uma acolhedora casa de espetáculos, situada bem no coração de São Pedro do Sul.

O edifício, por fora, demonstra simplicidade, mas o interior integra-se no romantismo português, obedecendo a uma arquitetura com três pisos: plateia, camarotes e balcão, que dão para uma boca de cena antecedida por fosso, revestindo-se de madeiras talhadas e pintadas e de tecidos vermelhos.

A construção desta casa de espetáculos deveu-se à iniciativa privada da firma comercial Silva & Farrecas, inaugurando-se no dia 6 de Junho de 1925, com um espetáculo teatral da renomada companhia Amélia Rey Colaço & Robles Monteiro. O Cineteatro foi palco de diversas manifestações ao longo dos anos, tornando-se um marco cultural, social e artístico, não só do concelho e da região de Lafões, mas até do distrito de Viseu, com a exibição de cinema, teatro, música, dança, comícios e palestras.

Por falta de interesse e manutenção, o espaço entrou em decadência, fechando portas em 1996, travando-se nos anos seguintes uma luta para que o edifício fosse recuperado e não demolido nem transformado num centro comercial, como era intenção dos proprietários. A Câmara adquiriu então o edifício e procedeu ao seu restauro e beneficiação, terminando esse processo com uma reinauguração, no dia 25 de Abril de 2006.

Nas comemorações do 40º aniversário da revolução de 25 de Abril de 1974, o então Cineteatro São Pedro foi rebatizado para Cineteatro Jaime Gralheiro, em homenagem a esse advogado, dramaturgo e encenador sampedrense.

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