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Um grupo de jogadores do Viseu 2001 afirma estar a ser prejudicado pelo clube. Contam que emblema e atletas reuniram e que foram anunciados vários cortes, desde salários à alimentação. Os atletas dizem que tudo piorou quando ficaram afastados da fase de subida.
Um dos jogadores, Rúben Leitão, contou ao Jornal do Centro que viu o salário ser reduzido em 30 por cento e que a comida, que era dada semanalmente pelo clube, também foi cortada. Por essa razão, o atleta diz querer sair do clube, mas que lhe está a ser negado o salário referente ao mês de dezembro.
“Foi informado aos jogadores que, por causa do corte nos apoios da autarquia, iriam reduzir salários e alimentação. Por essas razões, disse que queria sair, entreguei as minhas coisas, equipamentos e chave de casa, com o compromisso de que me iria ser pago o que faltava. A alguns jogadores nem a carta para prosseguirem as carreiras querem dar, a menos que paguem elevadíssimos valores”, disse.
Segundo o jogador, o clube alega que no início do ano lhe foi feito um adiantamento e que não teriam nada pendente com o jogador. Mas, Rúben Leitão diz que o que lhe foi dado foi um prémio de assinatura e que “isso não é adiantamento”. “O que me deram era algo que era meu e que me foi prometido, um prémio por assinar com o clube, não foi nenhum adiantamento”, frisou.
Rúben Leitão, que chegou esta época ao clube, garante que só sai de Viseu “quando tudo ficar resolvido”. “Entreguei tudo, na minha boa fé, e depois dizem que afinal já não vão dar nada. Ficarei em Viseu até tudo ficar resolvido”, acrescentou. Apesar de tudo, frisa, nada tem contra o clube.
“Não tenho nada contra o Viseu 2001, não quero manchar o nome de um clube que tem história, apenas quero o que é meu e não concordo com algumas situações que nos estão a fazer”, frisou.
Acácio Pinto, presidente do clube, disse ao Jornal do Centro que tem acompanhado esta situação e que o que está a acontecer é que o Viseu 2001 atravessa alguns problemas financeiros e que, por isso, teve de fazer alguns cortes, mas que “o jogador não está a ir pelo melhor caminho”.
“O que está a acontecer é que abordámos os nossos atletas, porque não atingindo a fase de subida o subsídio da autarquia por esse objetivo não é pago. Nesse sentido, sabendo que iríamos ter problemas financeiros se continuássemos com esta estrutura, optamos por lhes dizer isso, que quem tivesse oportunidade de encontrar outro clube que o fizesse e que quem quisesse ficar, e por nós ficavam todos, teríamos que ajustar e reduzir as despesas. Não é verdade que não queremos pagar”, atirou.
Relativamente aos valores que o atleta exige e sobre a carta, Acácio Pinto diz não ter essa informação. “Pelo que me foi dito, quando o jogador chegou foi-lhe dado um determinado valor para fazer face às despesas iniciais, combustível, comida e não tenho conhecimento de qualquer prémio de assinatura. Até ao dia 30 de novembro, todos os atletas têm os salários em dia”, disse.
O responsável disse ainda que o atleta “não quis ouvir uma contraproposta e disse apenas que queria sair. E, tendo adiantamentos, não podemos pagar e, a pagar, seria só em janeiro”.
“Quanto à carta, será entregue aos jogadores, mas lógico que tem que se defender os interesses do clube. Se houver algum clube que diga que quer o jogador, com quem tivemos despesas federativas, não vemos qualquer entrave”, frisou.
Clube vai reunir com a autarquia
Acácio Pinto disse ainda que “em breve o clube vai reunir com a autarquia”, para que se encontrem soluções.
“A realidade do Viseu 2001 não é fácil e não atravessa uma boa fase financeira. O apoio de empresas e da própria estrutura vai possibilitando manter tudo em funcionamento, de outra forma não seria possível, já há algum tempo. Da parte da autarquia, esperemos perceber, nós e as restantes instituições, em que ponto estão os contrato programa, porque ainda não foram feitos”, sublinhou.
Pedro Ribeiro, vereador do desporto no município de Viseu, confirmou a reunião com o clube e disse que só depois serão prestados esclarecimentos.
“Temos uma reunião marcada com o presidente do clube, até ao fim deste ano civil, só depois prestaremos declarações”, finalizou.