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Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão hoje sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os distritos hoje em aviso amarelo, em fases diferentes do dia, são todos os distritos do litoral exceto Setúbal e ainda Portalegre e Évora. Nos distritos do sul o aviso acaba esta madrugada.
Segundo as previsões atualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.
Também na terça-feira o IPMA volta a assinalar avisos para agitação marítima (no Grupo Ocidental dos Açores a agitação marítima ocorre já hoje, com aviso amarelo, e na terça-feira passa a laranja durante a manhã) em Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, com aviso amarelo em todos os casos.
Para hoje e para terça-feira o IPMA não emite avisos de qualquer espécie para o vento nem para outras ocorrências, como a queda de neve.
O vento associado à depressão Kristin, de há quase duas semanas, foi causador da grande destruição na zona centro do país.
Para hoje a previsão do IPMA é de chuva para todo o continente, variando entre a chuva fraca ou chuvisco para a zona sul e chuva com possibilidade de trovoadas para a zona norte, especialmente no litoral.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por precipitação forte e persistente na terça e na quarta-feira devido a uma massa de ar com características tropicais, segundo a meteorologista Ângela Lourenço.
“O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por uma corrente perturbada de oeste, o que significa que vamos ter já a partir de hoje a influência de uma massa de ar com características tropicais, com elevado conteúdo em agua. É uma massa de ar muito húmido que vai trazer precipitação persistente, pelo menos na primeira parte da semana, pelo menos até dia 11 [quarta-feira]”, adiantou.
Segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.
“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou.
De acordo com Ângela Lourenço, na terça-feira prevê-se que a chuva seja mais fraca no Baixo Alentejo e Algarve.
“Estes episódios com precipitação mais intensa, em particular o dia 11 [quarta-feira], poderão será acompanhados com vento. Não se espera que dia 10 [terça-feira] tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, disse.
Ângela Lourenço adiantou que a partir de quinta-feira está previsto um ligeiro desagravamento.
“Mas em todo o caso vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja aqui talvez o abrandamento da ocorrência da precipitação. O deslocamento do anticiclone mais para norte vai permitir que nós não sejamos tão afetados por estas ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em agua”, disse, sublinhando que ainda há um grau de confiança baixo para este cenário.
No que diz respeito às temperaturas, segundo Ângela Lourenço, vão estar acima do normal para a época do ano, para o mês de fevereiro.
“Exatamente por predominar esta massa de ar tropical, com características tropicais, as temperaturas têm tendência para subir. Estamos a falar de mínimas junto a Lisboa da ordem dos 14/15 e máximas de 17/18 graus. No interior, zonas mais frias, prevê-se para a Serra da Estrela mínimas entre 04 e 06 graus e máximas de 09/12”, referiu.
A partir de quinta-feira, segundo a meteorologista do IPMA, está prevista uma significativa descida das temperaturas.