Weathered stone chapel with arched doorway and red-tiled roof, in a sunny courtyard.
Panel discussion at a charity/event inside a fire station, with a red fire truck behind and banners on the table centerpiece.
Viseu 2001 1
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5
janela casa edifício fundo ambiental

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
vinho_queijo_pao
vinhos adega vila nova tazem
A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
Home » Notícias » Colunistas » Viseu não foi pró Maneta

Viseu não foi pró Maneta

 Remodelação corporal pós parto
24.08.24
partilhar

por
Joaquim Alexandre Rodrigues

Como vimos na semana passada, em 1808, durante as invasões francesas, tivemos duas «revoluções»: a de Arcos de Valdevez e a de Viseu, a primeira muito subversiva, a segunda nem por isso. Em Viseu, os protagonistas populares, chegados ao poder, apelidaram-se de “Junta dos Prudentes” e trataram de devolver depressa o mando da cidade ao bispo. Esta “prudência” viseense teve mais um episódio naquele ano mas, primeiro, vejamos quem foi o Maneta e o que ele fez na Guarda.
Louis Henri Loison foi um general ao serviço de Napoleão que não tinha freio moral nenhum: por onde passava deitava a única mão que tinha a tudo o que podia e era extremamente cruel. Estas rimas então muito populares descreviam-no bem: “Aos alheios cabedais / lançava-se como seta / namorava branca ou preta / toda a idade lhe convinha / consigo três émes tinha: / Manhoso, Mau e Maneta.” A ele devemos a expressão “foi tudo pró Maneta”.

Na sua “História Geral da Invasão dos Francezes e da Restauração deste Reino”, publicada logo em 1811, José Accursio das Neves descreveu a criatura em pormenor.
Por exemplo, na Guarda, Louis Henri começou por dizimar as milícias locais que o atacaram e a seguir foi tudo a eito, matou “velhos, aleijados, mendigos”, freiras; saqueou e queimou todas as casas. Na Guarda “foi tudo pró Maneta”.
Era assim em todo o lado, mas em Viseu foi diferente. Quando souberam que ele se estava a aproximar, as autoridades da cidade reuniram-se “para se decidir se havião de resistir-lhe, ou deixallo entrar como amigo”. O general Florencio José Correa de Mello votou “pela resistencia” e “o vereador mais velho foi da mesma opinião; mas ficárão vencidos em votos, porque se oppozerão todos os mais.”
Em conformidade, fez-se uma “recepção amigavel” a Loison, que acampou as suas tropas “fóra da cidade, no campo da feira”. O homem “aquartelou-se na casa do General” Florencio e mandou “fazer a barba por hum barbeiro da terra”, embora, à cautela, durante o acto, “dois soldados” tinham “apontadas as baionetas para o barbeiro”.
No dia seguinte, o Maneta “partio, sem fazer hostilidade alguma, tendo pago toda a despeza, que as suas tropas tinhão feito.”
Viseu “não foi pró Maneta”.

 Remodelação corporal pós parto

Jornal do Centro

pub
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Remodelação corporal pós parto

Colunistas

Procurar