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Cine Clube de Viseu — primeiro a televisão, agora o streaming

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
20.09.25
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 Cine Clube de Viseu — primeiro a televisão, agora o streaming

por
Joaquim Alexandre Rodrigues

O excelente livro de Fernando Giestas intitulado “Cine Cidade – As salas de cinema, os protagonistas e os filmes do Cine Clube de Viseu, 1955-2007” tem histórias saborosíssimas sobre aquele clube cinéfilo que teve a sua primeira sessão em 16 de Dezembro de 1955. Está quase a perfazer a bonita idade de 70 anos.  
Fica aqui uma dessas histórias: em Setembro de 1958, um ano e meio depois de terem começado as emissões regulares de televisão em Portugal, um viseense enviou uma carta com o seguinte teor: “Venho pedir o favor de me eliminar de sócio do Cine Clube, assim como minha mulher, pois, como comprei um aparelho de TV, tenho de fazer o maior número de economias possível.”
De facto, naqueles tempos, uma televisão era caríssima. As pessoas viam TV nos cafés ou em colectividades. Em casas particulares era uma raridade. Apesar disso, aquela novidade fez alterar os hábitos, as pessoas passaram a ir menos ao cinema e ao teatro. Isso teve consequências em todo o país e, claro, também em Viseu: 
— o Teatro Viriato fechou em 1960 (tinha aberto como Theatro Boa União em 1883 e nele se tinha visto pela primeira vez cinema na cidade, em 1897; viria a reabrir em 1998);
— o Teatro Avenida encerrou portas em 1961 (inaugurado em 1922, com os seus dois mil lugares era conhecido como o “Coliseu das Beiras”, foi demolido e dele não sobraram vestígios);
— o Cine Rossio resistiu melhor ao massacre televisivo, viria a fechar em meados de 1983 (inaugurado em 1952, com 800 lugares, dele também já só restam fotografias).
Regressemos ao Cine Clube de Viseu. Felizmente, casos como o daquele sócio que saiu por causa da televisão foram poucos. Com mais ou menos dificuldade, conseguiu resistir à chegada da “caixa que mudou o mundo”.
A partir dos anos de 1950, o consumo estético em geral e o audiovisual em particular foi ficando, progressivamente, mais individual, portátil, barato, segmentado, personalizado, imaterializado. Dentro do nosso “telefone-esperto”, temos uma multidão de artistas, textos, sons, imagens, histórias. O consumo de streaming é solitário, comandada por algoritmos, a qualquer hora, em qualquer sítio.
Uma família pode estar na mesma sala, mas cada um com os olhos no seu tablet, ou noutro écran qualquer. Esta ecologia individual(ista) tira audiência e receitas às televisões (um negócio em evidente crise) e está a dizimar os cinemas multiplex dos centros comerciais. Esta semana encerraram as seis salas do Forum Viseu. É péssimo. É um sinal dos tempos.

Apesar de não servir de consolação, assinale-se que, na mesma quinta-feira em que fechavam aquelas salas, o CCV, depois da paragem de Verão, retomou as suas sessões semanais com “Chungking Express”, do grande cineasta chinês Wong Kar Wai. Na segunda metade do século XX, o quase septuagenário CCV resistiu à chegada da televisão. Agora, felizmente, tem tudo para aguentar também a pancada das “netflixes” deste mundo.

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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