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Várias estradas estão hoje com a circulação cortada ou condicionada devido a inundações e queda de taludes e muros no concelho de Santa Comba Dão, distrito de Viseu, disse à agência Lusa o vice-presidente da autarquia, Luís Nunes.
O autarca explicou que algumas das inundações estão relacionadas com a Ribeira das Hortas, que atravessa Santa Comba Dão até desaguar no Rio Dão.
“A ribeira vem de São Joaninho e atravessa a povoação de Casal Maria, onde uma estrada está cortada devido a inundação. Depois chega ao Couto do Mosteiro, atravessa o Parque Verde, que está encerrado há mais de uma semana por estar parcialmente inundado”, contou Luís Nunes.
É também devido à Ribeira das Hortas que o estacionamento dos Bombeiros Voluntários de Santa Comba Dão, no centro da cidade, se encontra inundado, acrescentou.
No concelho, estão atualmente condicionadas ou interditas as vias Pesseguido-Pregoinho, Casal Maria–Casal Vidona, a Rua Mário Ribeiro de Azevedo, a Rua dos Bombeiros Voluntários, a Ponte da Ribeira das Hortas e a Rua de Viseu.
Luís Nunes referiu que, devido ao mau tempo, tiveram de ser suspensas algumas obras de pavimentação de estradas que estavam em curso, dando o exemplo da Rua de Viseu, situada na freguesia de São João de Areias.
“A Rua de Viseu está encerrada ao trânsito já há alguns dias e hoje está completamente inundada quer pela chuva que cai, quer pelo escorrimento de água de terrenos de uma cota superior”, contou.
No que respeita à albufeira da Barragem da Aguieira, o vice-presidente da Câmara de Santa Comba Dão disse não ter informação de qualquer situação de risco para o concelho.
“O que temos é, por todo o concelho, derrocadas de árvores e de muros, porque os terrenos estão muito encharcados e, quer as árvores, quer as infraestruturas, começam a ter alguma fragilidade na sustentação”, sublinhou.
Segundo Luís Nunes, a biblioteca municipal, que tinha estado encerrada devido a “alguns riscos elétricos, que, entretanto, foram resolvidos”, já reabriu e, neste momento, “os edifícios municipais estão todos a funcionar”.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.