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O secretário de Estado da Proteção Civil disse hoje que este ano há cinco centros de meios aéreos que vão usar retardante no combate às chamas num ano em que o contingente é reforçado.
“É muito importante para algumas situações e para o ataque inicial. [Vamos] incrementar o uso de retardante, que no ano passado só tínhamos num centro de meios aéreos, e este ano vamos estender a cinco centros de meios aéreos e vamos ter mais operacionais e mais veículos”, afirmou Rui Rocha.
O governante indicou que a média do ano é de “96% de sucesso no ataque inicial, que são os primeiros 90 minutos” e defendeu a importância de “concentrar cada vez mais o foco naqueles quatro ou cinco por cento de incêndios” que não são extintos nessa hora e meia.
“Reforçamos os grupos de ataque ampliados, que vão passar de um para cinco, a nossa força especial de proteção civil este ano já vai contar com um contingente de quase 300 elementos e já temos 20 novas equipas de intervenção permanente”, com cerca de mais 100 operacionais nas corporações de bombeiros, disse Rui Rocha, que assistiu ao exercício europeu de proteção civil PT EU MODEX 2026, que decorre desde 05 de maio no município de Viseu.
O governante admitiu que o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) “tem zonas de sombra que não permitem uma perfeita ligação” e por isso o governo apresentou na terça-feira um investimento de 36 milhões de euros (ME) para concretizar “até ao final deste verão”.
Rui Rocha admitiu que “não vai ficar tudo pronto amanhã” já que “ninguém pode garantir que um modelo qualquer, o SIRESP ou outro, vai funcionar 100% a todo o momento” da operação.
No exercício participaram os dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea, que este ano integram o dispositivo de combate a incêndios, cuja atuação no cenário de treino “permitiu perceber que é preciso fazer um ajuste nos procedimentos” de enchimento do tanque de água.
O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Mário Silvestre, que acompanhou a visita do governante, acrescentou que “esse ajuste é feito em dias, porque tem a ver com os locais onde esses helicópteros podem abastecer”.
“Vamos ter que olhar para os pontos de água que temos disponíveis e fazer a seleção daqueles que podem e não podem ser utilizados por aquele helicóptero. Só isto. Na semana que vem está feito”, garantiu Mário Silvestre.
O secretário de Estado destacou a importância destes exercícios “para as pessoas terem noção de como funciona o mecanismo europeu”, que “não é uma prateleira em Bruxelas com os meios, mas sim os países europeus que, dos seus efetivos, em determinado momento são solicitados para poderem ajudar”.
“Ainda esta semana recebemos pedido de apoio, designadamente no âmbito do mecanismo europeu, para a República Checa e para a Holanda que habitualmente nem tinham este histórico de incêndios e portanto isto para nós é muito importante”, salientou.
Rui Rocha destacou ainda que na visita ao acampamento, no Campo de Viriato, onde estão os operacionais nacionais e estrangeiros que participam neste exercício de proteção civil europeu, inclusive observadores da União Europeia ouviu “que o exercício correu muito bem” e felicitações sobre as “boas práticas da nossa proteção civil”, sublinhando que foram elogios de “pessoas independentes, isentas e verdadeiras”.
O exercício, com mobilização real de meios operacionais no terreno, começou em 5 de maio e termina hoje e pretendeu testar a resposta conjunta e integrada do Sistema Nacional de Proteção Civil e da União Europeia.
O cenário foi o de um incêndio rural de grande dimensão, com origem na localidade de Maeira, freguesia de Barreiros e Cepões, Viseu, afetando extensas áreas florestais e diversos aglomerados populacionais em cinco freguesias.
Organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em parceria com o consórcio CN APELL, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, o exercício envolve mais de 700 operacionais de Chipre, Chéquia, Espanha, França, Polónia e Portugal.