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Durante dois dias, o Parque Aquilino Ribeiro, em Viseu, será palco de um verdadeiro festival dedicado à infância, reunindo teatro, música, narração de histórias e oficinas de artes plásticas. O Jardim das Artes e Letras (JAL) – Momento I envolve cerca de 1.200 crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo do concelho, distribuídas por 49 turmas e 112 sessões. Acontece a 1 e 2 de junho.
A iniciativa, uma coprodução da Pausa Possível com a Junta de Freguesia de Viseu, afirma o acesso à cultura como um direito fundamental da infância, promovendo o contacto das crianças com a cidade e o espaço público através da imaginação, da criação e do jogo.
Segundo a organização, a escolha dos níveis de ensino envolvidos deve-se à escassez de programação cultural dirigida a estas idades, procurando assim colmatar uma lacuna importante na oferta artística local.
Ao longo do evento, as crianças terão acesso a nove estações de atividades: quatro dedicadas à narração de histórias, quatro oficinas centradas em poesia, imaginação e cidadania, e um palco para concertos e espetáculos.
O primeiro momento do JAL inspira-se na poética de Adília Lopes, a partir do poema “Dois pássaros a voar, mais vale”, explorando temas como liberdade, diversidade e respeito pela natureza.
“Tem a ver com a liberdade, o respeito pela natureza, a diversidade. E o mais vale [tem a ver] com mais horizonte”, explicou Sandra Oliveira, sublinhando a pertinência da escolha para o trabalho com crianças.
A programação inclui o espetáculo “Pó-de-pedra, Pode Pedra”, de Patrícia Portela em cocriação com a bailarina Natacha Campos, o concerto da pianista Joana Gama com o seu toy piano, e o espetáculo de teatro silencioso “Giraffes”, da companhia Xirriquiteula Teatre (Barcelona), premiada internacionalmente.
Integram ainda o programa oficinas conduzidas por artistas de Viseu, como Liliana Bernardo, Mariana Pamplona, Paula Magalhães e Ana Verónica, bem como sessões de narração de histórias por Sofia Correia, Rita Sineiro, Patanisca e Sardanisca e Cláudia Sousa.
Para além da programação estruturada, o festival oferece também espaços de brincadeira livre, como o playground sensorial, o parque de esculturas com novos “bichos de madeira”, a Cama Poema, o Barco à Vela de Areia, a Casinha da Floresta, a Árvore das Notícias e as Casas Abrigo.
“Interessa-nos que os miúdos possam brincar pelo brincar, serem autónomos e decidirem a sua própria brincadeira sem conteúdos programáticos impostos”, destacou a direção artística, sublinhando a importância da autonomia e da imaginação no desenvolvimento infantil.