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A bienal What’s Beyond That Border (O que está para lá da fronteira) esta na reta final com um fim de semana repleto de propostas artísticas e comunitárias em Viseu, concentradas na Escadaria de S. Teotónio e no Pátio da Freguesia.
O programa inclui bailes comunitários com Bule Bule, conferências com o ativista José Baessa de Pinha (Sinho), bem como oficinas de escrita cirílica e impressão botânica. A dança, o humor e o teatro de marionetas completam a programação de um evento que continua a cruzar linguagens e públicos e que junta artistas como Pepa Macua, Félix Lozano ou Christye Vanessa e Cláudia Sousa, entre outros.
Nos mesmos espaços encontra-se ainda patente o resultado das oficinas conduzidas por Carla Pinto e João Dias, desenvolvidas em colaboração com a comunidade imigrante residente no concelho.
Ao longo dos últimos dias, a bienal tem promovido encontros e debates em torno de temas como o racismo e a multiculturalidade, envolvendo também residências artísticas que trabalharam com estudantes e com comunidades habitualmente afastadas dos contextos artísticos formais.
Um dos momentos mais marcantes do programa tem sido o ciclo de performances curtas #People Like Us 3.0”, que levou duetos de dança, música e teatro para a Rua Formosa e Rua da Paz. Com duração entre 12 e 20 minutos, estas apresentações continuam disponíveis ao público este sábado.
“Foram momentos de encontro entre artistas profissionais, viseenses com raízes cá e pessoas que chegaram recentemente a este território, criando um diálogo através da arte”, explicou Rómulos Neagu, diretor artístico da bienal, destacando a emoção e o impacto gerado pelos encontros.
O responsável sublinha ainda a “generosidade” dos participantes, muitos deles não profissionais, que aceitaram expor-se artisticamente e partilhar experiências pessoais através da criação.
A bienal encerra no domingo com o espetáculo “Arte sem fronteiras”, que cruza música clássica e urbana, juntando alunos do Conservatório Regional de Música Dr. Azeredo Perdigão e jovens colaboradores dos artistas Sinho, DJ Ganso e MC Ghoya. Antes há “Maratona” de Félix Lozano e uma edição “alargada” do #People Like Us 3.0 com coordenação artística de Romuls Neagu e com intérpretes de várias nacionalidades.
What’s Beyond That Border Entrance reúne participantes de diversas origens, incluindo comunidades portuguesa, chinesa, ucraniana, moçambicana, angolana, cabo-verdiana, argentina, brasileira, inglesa, espanhola, romena e francesa, reforçando o caráter multicultural do projeto.