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Mais planeta, menos cliques

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
03.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
03.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Mais planeta, menos cliques

No passado domingo arrancou em Glasgow, na Escócia, a 26ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as alterações climáticas (COP26). Os números que estão sobre a mesa são reveladores de uma situação limite: segundo podemos ler nos jornais, e mesmo com a descida de 7% das emissões de CO2 em 2020, devido à pandemia, “no final do ano os valores já terão ultrapassado os valores de 2019”. Para além disso, perdemos 25,8 milhões de hectares de floresta só em 2020, o equivalente a um campo de futebol por segundo. Continuamos a perder 13% de gelo no Árctico por década e já se conhecem relatos de ursos polares presos em icebergues flutuantes ou a quebrarem o gelo com o seu peso, de tão fino que é.
O nível médio das águas do mar sobe 3,4mm por ano, e, desde o século XIX, a temperatura já subiu 1.02 graus celsius e ainda agora celebrámos o verão de São Martinho durante o mês de outubro inteiro; tudo isto arrepia qualquer pessoa sensível.
Discutem-se soluções tecnológicas e políticas para reparar a saúde do planeta, mas plantar mais árvores ou produzir menos podem ser duas das melhores opções que ninguém parece querer, poder ou conseguir abraçar.
Também neste domingo, se discutia, nos media, a denúncia de Frances Haugen sobre o Facebook. Segundo esta antiga trabalhadora da empresa, “Corrigir o Facebook não é assim tão difícil: os problemas da empresa devem-se, principalmente, a uma “pequena parte do conteúdo”. Para os resolver, “basta deixar de dar o microfone ao conteúdo que recebe mais cliques.” Traduzindo, é um problema de escolhas: no caso das redes sociais, é escolher entre o que nos sugere um algoritmo em relação ao que devemos seguir e navegar no mundo virtual, ou escolher ler e seguir os nossos amigos, familiares e associações ou clubes preferidos.
Da mesma maneira que em relação ao clima, talvez seja mais prudente apostar no que podemos deixar de fazer e está ao nosso alcance em vez de apostar em novas tecnologias e em eternos movimentos de progresso, seja ele tecnológico ou outro, como se o paradigma de crescimento contínuo continuasse a ser uma possibilidade real.
Queremos resolver uma pandemia enquanto queremos melhorias económicas permanentes. Queremos aceder a tudo a toda a hora de forma gratuita e com a maior qualidade. Queremos água límpida nos nossos rios e cidades verdes ao mesmo tempo que nos queremos deslocar de automóvel até ao café. Temos acesso a tanto, quando a maioria do planeta não tem acesso nem a tratamento das águas, nem a ferramentas digitais decentes.

Penso no programa que temos esta semana no Viriato. E penso que todas as propostas oferecem uma possibilidade de nos desligarmos da rede e de pensarmos no planeta: seja porque vos convidamos já esta quarta-feira, às 21h, a ouvir “Um Fêmeo” do dramaturgo Rubén Sabbadini em “Noite Fora”. Seja porque vos desafiamos a espreitar o trabalho do grupo de teatro jovem K Cena com o músico santomense Guilherme de Carvalho na Meia Dose desta sexta-feira, ao final da tarde no Forum Viseu. Seja porque vos dizemos que não podem perder os conselhos de “Madame” no Café do Teatro já no sábado, a partir das 16h, um projeto de António Alvarenga e Leonor Barata que nos convida a ver quase tudo de uma perspetiva ligeiramente diferente. Em todas as propostas temos mais chão, mais planeta, e muito menos cliques.

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Patrícia Portela, diretora artística do Teatro Viriato

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