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Fragmentos de um Diário – 24 de maio de 1980

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
25.12.21
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   Dia de aniversário de Bob Dylan. Gosto deste autor de canções. Dele e de Leonard Cohen. Do primeiro, admiro a coragem de se não deixar prender em etiquetas musicais ou ideológicas, e a sua audácia de seguir um caminho próprio, mesmo quando tal atitude irrita o seu público. Do segundo, da voz, da postura, da simbiose poética entre o profano e o sagrado.

16- Agosto- 1980

         Que escrever? Ando por aqui, pacientemente, em busca de um equilíbrio. Que devo fazer? Guardo e alimento a esperança, na verdade é a última certeza que nos resta. O presente queima-nos. O passado nada nos garante. O futuro? A única dimensão do tempo é a esperança. Lúcido, por vezes furiosamente lúcido, procuro ver claro nas coisas e nas pessoas.
        A ambição exclusivamente material não me ilude; o desbragamento dos sentidos e a loucura emocional, a maior parte das vezes, supero-as; a raiva cega, a adesão impulsiva a certos movimentos ou certos tipos de música não me interessam ou apenas funcionam como pontos de referência negativos. Não sei se me explico bem, as palavras são ambíguas e nem sempre se sabe usá-las com clareza. Procuro claridade, uma espécie de sabedoria hindu para ver por entre a confusão quotidiana. Não proponho uma postura marginal ao rio do mundo, superior aos homens, mas somente uma arte de indiferença em relação à promiscuidade da vida social.
        Estou de férias. E há vinte e nove dias sem fumar. De manhã, pratico atletismo. Leio bastante. Penso. Ouço música. Leio o «Jornal», semanalmente.
        Ontem, de repente, choveu. Hoje, o dia apresenta-se como eu aprecio: o céu de um azul profundo, com nuvens, mas de uma luminosidade líquida. A terra respira um ar lavado. É um daqueles dias em que apetece longos passeios pelos pinhais, fumando e conversando tranquilamente.
         Sábado. Festa da Mata. Já não me dizem muito este tipo de festas. Muita gente e muito barulho. A música, além de vulgar, mal imitada. Chego ao fim das festas com uma sensação pesada de vazio. Geralmente, acabo por me abater numa cadeira, a olhar.

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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