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Voltou a aumentar o número de visitantes do Museu Nacional Grão Vasco, em Viseu. Em 2021, o espaço museológico recebeu um total de 35.112 pessoas, o que representou uma subida de 24,8 por cento face ao ano anterior.
Os dados foram recentemente relevados pela Direção-Geral do Património Cultural. Em 2020, o Museu Grão Vasco tinha acolhido 28.132 visitantes.
O museu situado no centro histórico da cidade de Viseu passou do décimo para o sétimo museu mais visitado no país, num ranking liderado a nível nacional pelo Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.
Em declarações ao Jornal do Centro, a diretora do Museu Grão Vasco, Odete Paiva, diz que o espaço conseguiu ter no último ano “uma capacidade de atração de visitantes completamente diferente dos anos anteriores”, nomeadamente durante o verão. Para isso, contribuiu o facto de o museu estar localizado num “território menos povoado”.
“As pessoas sentiram-se mais seguras. Não havia um fluxo tão grande, nem tantos problemas relacionados com a Covid-19”, acrescenta.
Além disso, Odete Paiva refere ainda que “houve uma preocupação do Museu de ter uma exposição temporária que tinha a ver com identidades de género e com questões ligadas à pintura de género em Portugal e às paisagens portuguesas para que cada visitante se possa rever nesta exposição um lugar próximo da sua origem”.
“Toda esta estratégia, aliada à importância das coleções do Museu, fez o seu trabalho e atraiu muita gente”, frisa.
Apesar do aumento, os números ficaram longe das 65 mil entradas registadas em 2019, antes do surgimento da pandemia da Covid-19. Odete Paiva espera que as obras que estão a decorrer agora no exterior do museu ajudem a atrair mais turistas.
A diretora do Museu Nacional Grão Vasco revela ainda que, para este ano, vai haver uma nova exposição temporária “que esperamos abrir no final de março e início de abril”, já a pensar na época da Páscoa, “que é um período em que temos sempre muitos visitantes, nomeadamente espanhóis”.
A diretora não quis adiantar mais pormenores sobre essa mesma exposição que classifica como uma “grande surpresa”, relevando apenas que estará relacionada com o pintor Vasco Fernandes e que vai ser uma mostra pequena em quantidade, mas extraordinária na qualidade das obras que estarão expostas ao público.
“Esperamos, a partir daí, começar a recuperar o nosso número de visitantes tornando a nossa programação atrativa para a comunidade local, para que os viseenses e as pessoas das redondezas nos possam visitar de uma forma renovada e para que os turistas e visitantes estrangeiros se sintam confortáveis e atraídos por este espaço de cultura”, conclui Odete Paiva.
A nível nacional, os museus, monumentos e palácios nacionais registaram um aumento de 3,9% de visitantes em 2021, face a 2020, com 1,34 milhões, com o Museu Nacional de Arqueologia a liderar, pela primeira vez, os museus mais visitados.
O conjunto de 25 equipamentos tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural recebeu um total de 1.346.250 visitantes em 2021, mais 50.722 entradas face aos 1.295.528 registados em 2020, quando a pandemia de covid-19 afetou pesadamente estes espaços culturais, provocando uma quebra de 70% nas entradas.
O equipamento cultural mais visitado do conjunto dos museus e monumentos nacionais continua a ser o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com 271.612 (face aos 234.007 em 2020, numa subida de 16,1%), seguindo-se o Mosteiro da Batalha, com 124.032 visitantes (100.427 em 2020, subida de 23,5%), e o Convento de Cristo, em Tomar, com 116.451 visitas (113.783, subida de 2,3%).
Nos museus, o Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa, superou – pela primeira vez, desde que há registos publicados pela DGPC (1996) – a habitual liderança do Museu Nacional dos Coches, com 91.437 entradas, em 2021, num aumento de 22,5% (74.646, em 2020), seguindo-se os Coches com 65.110 (26.869 em 2020), mas ganhando, ainda assim, em subida percentual, 142,3%.