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Fragmentos de um Diário – 6 de Fevereiro de 1982

 Rugbol ou… o regresso à barbárie
06.08.22
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 Fragmentos de um Diário – 6 de Fevereiro de 1982

Que faço eu do meu corpo, da minha vida?
Que contas darei das minhas potencialidades desperdiçadas?

12 de Fevereiro de 1982

De novo só. Pesa-me a solidão. De novo sozinho na cidade. Afinal, o que quero? Tenho o futuro adiado para daqui a sete anos. O tempo que a Fátima tem para saldar as suas dívidas e regressar. Mas pesa-me a solidão. A colega com quem saía dava-me o que tinha, o corpo e companhia. Eram momentos de algum prazer. Ela não era estúpida, percebia que eu estava numa outra dimensão. Não a esclareci. Porque dizer seja o que for do meu amor pela Fátima seria como se conspurcasse as asas de um anjo.
Será o homem uma paixão inútil?

1 de março de 1982

Perguntei a uma moça que encontrei casualmente numa exposição de pintura do meu pai em Tondela se queria sair comigo. Assim, porque calhou, porque ela me olhava mais que para os quadros. Fiquei logo arrependido. Mas o corpo subverteu-me o juízo.  A tarde era de inverno, e habitava-me a melancolia. Sempre fui dar uma volta com a Laura, que, ao dizer-me o nome, me fez emudecer de emoção. À velocidade da luz, viajei no tempo, e imediatamente me surgiu a imagem da minha namorada noturna de outrora, a primeira que conheci, que biblicamente conheci e amei. Há tanto que não me recordava dela! Oh! memória frágil e ingrata! Retive a emoção, para mais tarde a reviver. Afastámo-nos por uma estrada em direção à Ermida, caminhos desertos, caminhos ainda murados de pedra antiga, comida pelo musgo. Apenas conversámos e caminhámos. Não sei se ela esperava algo mais. Mas eu só não queria estar sozinho e ela era uma boa companhia. Também me disse da sua tristeza, da melancolia dos dias, da esperança de um amor. Respondi-lhe que o amor é o pão da vida, mas de uma farinha especial, rara, poucos sabem do roteiro do moinho onde ela se produz. Ela gostou da minha conversa. Eu fiquei com pena que ela alimentasse ilusões. Decidi que à Laura não lhe vou tocar nem com um dedo. Se um dia a situação se tornar insustentável, digo-lhe a verdade, que não tenho lugar no coração para partilhar com ninguém. Mas hoje tão só caminhámos, a conversar.

 Rugbol ou… o regresso à barbárie

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