fatima_peregrinos_2
Nighttime street scene of a crowd walking in a procession along a cobblestone street, flanked by large trees and a blue historic building with lit windows and banners.
Soccer player in a black kit jumps mid-air to challenge the ball, with an opposing player in light blue behind and a crowded stadium in the background.
arrendar casa
Casas Bairro Municipal Viseu 5
janela casa edifício fundo ambiental

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
Line of motorcycles parked in front of a historic municipal building, with riders in white shirts standing beside them on a cobblestone plaza.
Tony-Carreirajpg
5
Home » Notícias » Colunistas » Fragmentos de um Diário – 14 Agosto 1984

Fragmentos de um Diário – 14 Agosto 1984

 Casas multigeracionais: uma solução contra a solidão
13.05.23
partilhar

De Marrocos ficou-nos a paisagem humana e os cheiros das especiarias das medinas por onde gostávamos de caminhar. Mesquitas, só entrámos em duas. A nossa preferência era sentarmo-nos nas esplanadas a olhar o movimento da vida árabe.
Finalmente na Costa da Caparica, descansámos, como quem regressa de uma guerra. Fomos diretamente para o apartamento da Fátima tomar banho, despir a armadura do pó dos caminhos. E só no dia seguinte, depois do pequeno almoço, fomos ao encontro dos pais da Fátima.
O mar, a praia, a linha do horizonte marítimo ali em frente das janelas do nosso quarto e da sala, num quinto andar de um prédio da Costa da Caparica. Como se num barco navegássemos. Ah! O mar da minha infância, de uma cidade à beira-mar plantada, como cantava um poeta acerca do país, e para sempre abandonada porque à infância não se regressa, e a uma cidade cujo nome delapidaram, também não.
De olhar o mar não me cansava. E do corpo do meu amor, de um moreno já modelado por umas poucas de horas de praia, também não me cansava de o olhar e de o moldar ao meu.
Parte das manhãs e das tardes eram dedicadas à família, na praia, nas refeições, em alguns afazeres comuns. Mas não me queixava. Eu tinha uma predileção pelo mar, esquecia-me dentro de água, a brincar, a nadar, a tentar dominar uma prancha de surf e a jogar à bola. A Fátima vinha por vezes ter comigo, mas obrigava-se a não abandonar por muito tempo os pais, que apenas vinham banhar os pés, as pernas, preferiam sentar-se na toalha. O pai, ao fim de dois dias, deixou mesmo de nos acompanhar, ficava-se pelas esplanadas a beber, a fumar e a ler o jornal desportivo.
Mas depois vínhamos para o nosso apartamento.
O que eu mais gostava logo ao entrar era despirmo-nos e deitarmo-nos na cama, com o largo horizonte do mar à nossa vista, a encher-nos de plenitude a alma e os sentidos. Mas a Fátima dizia quase sempre que a Costa da Caparica não a convencia como pátria do nosso futuro. Avançava mesmo com a hipótese de vender mais tarde o apartamento. Eu pedia-lhe que não, que o deixemos para férias.

 Casas multigeracionais: uma solução contra a solidão

Jornal do Centro

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Casas multigeracionais: uma solução contra a solidão

Colunistas

Procurar