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ACERT estreia Circo Musicado, uma criação ”efémera” e ”muito verdadeira”

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28.05.24
fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 ACERT estreia Circo Musicado, uma criação ”efémera” e ”muito verdadeira”

A ACERT recebe esta quarta-feira, dia 29 de maio, um espetáculo de “Circo Musicado” no seu jardim, algo que despertou uma criação única por parte dos artistas circenses.

Criar uma coreografia que se enquadrasse no espaço envolvente foi um dos principais desafios destes artistas, que estiveram em residência artística no Novo Ciclo ACERT entre os dias 22 e 28 de maio. Com curadoria do Instituto Nacional de Circo, o espetáculo é uma coprodução entre a ACERT, a Casa da Cultura de Santa Comba Dão e o Teatro Municipal da Guarda. Oito artistas oriundos de vários países vão poder mostrar ao público de que modo é que a sua disciplina se insere na música lírica de Rita Álvaro e Tiago Matos. Para os artistas circenses, a ACERT apresentou “um ótimo espaço para criar e ensaiar”, com uma proposta de utilização do espaço que “se tornou especial”.

“O meu trabalho inicial iniciou-se habitando este lugar cheio de possibilidades. Quero ver como eu funciono com os elementos que estão aqui no jardim e acho que esta criação foi única porque foi realizada especificamente para aqui. Estamos a criar algo que é efémero e muito verdadeiro também”, assumiu Dayse Albuquerque, artista especialista em pinos e malabarismo de pés.

Para José Rui Martins, diretor artístico da ACERT, o espaço exterior foi idealizado, “desde o início da construção do Novo Ciclo, para ter estas particularidades, desde os patamares, a este monte”. “Este espaço foi desenhado para explorar de diversas formas os espetáculos que aqui se poderiam realizar”, explicou ainda.

O diretor artístico assumiu que hoje em dia e cada vez mais, as várias disciplinas artísticas cruzam-se, constituindo “a verdadeira essência da arte”. “Aqui, de alguma forma, a cenografia está patente, há uma leitura plástica também do próprio espetáculo, a música, a coreografia, o circo. Estão aqui várias disciplinas, ainda que o público possa reter só que está aqui circo e que está aqui música”, contou José Rui Martins.

A música lírica, para o responsável da ACERT, tem ainda uma importância em termos de libertação, com a “importância da liberdade e do extravasamento de sentimentos”.

O espetáculo é apresentado às 21h45 no jardim da ACERT, onde o público terá a oportunidade de ver a arte circense praticada por artistas do Brasil, Costa Rica, Itália e Portugal. Por entre os malabares, o mastro chinês ou a corda bamba, as pessoas são convidadas a assistir a uma experiência única que cruza música e teatro.

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