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A Associação Inércia do Tempo foi criada em Viseu como um coletivo cívico e cultural dedicado à promoção, proteção e defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+. A associação surge num contexto marcado por iniciativas desenvolvidas na última década em torno da visibilidade e do debate sobre discriminação relacionada com a orientação sexual, identidade e expressões de género e características sexuais, bem como pela necessidade de responder a desafios identificados no espaço público.
No comunicado enviado à redação, a associação refere que “na última década, Viseu tem vindo a dar pequenos passos na conquista do espaço público através das Marchas do Orgulho LGBTQIA+, organizadas pela Plataforma Já Marchavas, bem como na construção de uma comunidade Queer que tem impulsionado o debate e pensamento crítico de combate à discriminação motivada pela orientação sexual, identidade e/ou expressões de género e características sexuais”.
O texto assinala, contudo, que “apesar destes avanços, o conservadorismo persiste em Viseu e no interior do país, acompanhando a crescente normalização de discursos de ódio em Portugal e um pouco por todo o mundo”.
É neste enquadramento que, segundo o comunicado, “torna-se necessário construir coletivamente formas de resistência e de combate às narrativas da extrema-direita e fascizantes que ocupam o espaço público e que procuram apagar as conquistas das últimas décadas”.
A associação apresenta-se como resultado desse processo, e afirma que “é dessa vontade resiliente e insubmissa que nasce a Inércia do Tempo, um coletivo cívico e cultural dedicado à promoção, proteção e defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+, assente nos princípios da democracia, igualdade, liberdade e direitos humanos”.
A Inércia do Tempo indica ainda que assume “uma perspetiva interseccional, feminista, antirracista e antifascista”, e sublinha que pretende desenvolver o seu trabalho “reconhecendo que as opressões se cruzam e que a igualdade só se constrói através da solidariedade e de cooperação entre lutas”.
De acordo com o comunicado, a intervenção da associação organiza-se em três áreas: “Comunidade e Direitos, focado na cidadania, apoio, combate à discriminação e criação de espaços seguros; Transformação e Consciência, centrado na educação, formação e produção de conhecimento; e Expressão e Visibilidade, dedicado à criação cultural e artística como forma de resistência e memória coletiva”.
O nome escolhido para a associação é também explicado no documento, onde se lê que “‘Inércia do Tempo’ simboliza a resistência ao apagamento e a insistência em existir: corpos e vozes Queer que permanecem e transformam o tempo em ação política e futuro possível”.
A associação afirma ainda que pretende desenvolver a sua atividade “em cooperação com as instituições públicas, coletivos, associações e movimentos sociais que dão voz às lutas cívicas, fortalecendo redes de apoio e solidariedade e incentivando a participação cidadã”.