barco douro cinfaes
mau tempo queda de arvores
Círculo de Criação Contemporânea de Viseu_Rua do Comércio
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024
aluguer aluga-se casas

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
roberto rodrigues escanção
CVRDao_2
March-711-4
Home » Notícias » Colunistas » Feitos para pensar

Feitos para pensar

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
26.05.23
partilhar

Há uma ideia que os professores não estão atualizados, que é tempo de renovar a pedagogia, que com esta educação não se formarão os talentos do futuro. Estas mensagens tem uma finalidade, que o Sistema Escolar mergulhe fundo na via digital. São argumentos que convencem muita gente, sobretudo a classe política e os governos, porque a ideia vem acompanhada da redução dos “custos” no ensino. Uma boa parte da comunidade científica, em quem confio, não tem a mesma opinião. Vão dizendo que este tipo de “estereótipos geracionais” e dos “nativos digitais” não passam de um “mito urbano”. Para perceber os argumentos deste lado da ciência, vale a pena ler o livro “A Fábrica de Cretinos Digitais” de Michel Desmurget, um neurocientista que foi fundo nesta investigação. Só a bibliografia do livro que sustenta as suas teses tem 67 páginas.

Alguns números são inquietantes! Os jovens entre os 13/18 anos estão expostos diariamente aos vários ecrãs 6h 45m. No 1º ciclo correspondem ao mesmo número de aulas/ano, sobe no 2º e no 3º já é 1 ano e meio. Isto não melhora as suas aptidões, mas pesa negativamente na saúde e no comportamento. Estes “nativos digitais” serão a primeira geração a ter um QI inferior aos seus pais. Quer dizer que o Ser Humano está a regredir em termos cognitivos e nas capacidades intelectuais. Um estudo de Stanford diz que esses jovens têm dificuldade em processar, organizar, avaliar e sintetizar grandes quantidades de informação e que é “desoladora” a sua capacidade para refletir acerca da informação. Nada disto é inevitável e o digital também significa progresso! Mas como todos os negócios precisa ser regulado, porque os impactos negativos dependem da utilização, tempo de exposição e de quem o consome.

É verdade que são os “pré-digitais” os grandes criadores destas ferramentas e ambientes. Mas em Silicon Valley já soam os alertas dos impactos negativos sobre os jovens. O New York Times tornou público que esses criadores já inscrevem os seus filhos em escolas privadas e caras, mas onde não existem ecrãs. Perceberam os efeitos sobre si próprios e não querem que isso aconteça aos filhos. Temos assim um lado que massifica o Digital e a Ciência que nos alerta para os perigos potenciais. A OCDE através do PISA, que estuda as performances dos alunos em vários países diz através do diretor do programa: “dir-se-á que piora as coisas”. Portugal corre um risco histórico ao alinhar em modas mal comprovadas…

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

Jornal do Centro

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

Colunistas

Procurar