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Festival de Tondela junta artistas de dez países num Tom com ”Direito à Festa”

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
15.06.24
fotografia: Jornal do Centro
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15.06.24
Fotografia: Jornal do Centro
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 Festival de Tondela junta artistas de dez países num Tom com ”Direito à Festa”

Tondela celebra a música do mundo durante quatro dias, entre 10 e 13 de julho, sob o mote “Direito à Festa”. A 32ª edição do festival Tom de Festa vai contar com nomes como Rita Payés, Lura, Expresso Transatlântico ou Selma Uamusse.

A edição deste ano conta ainda com a participação do Coletivo Gira Sol Azul, numa parceria com o festival Que Jazz É Este. A banda viseense vai atuar em palco com Lura, artista luso-cabo-verdiana com influências da música ocidental africana e contemporânea.

“Este ano o festival tem como lema o ‘Direito à Festa’. Apesar de termos situações terríveis no mundo, como o que está a acontecer na Ucrânia e na Palestina, que estão mais próximas, este direito não nos faz esquecer isso”, afirmou o diretor artístico da ACERT, José Rui Martins. Para o diretor, este direito a celebrar “revela sim, no festival de músicas do mundo, o papel que a música tem sempre em cada um desses países para ser um ato de bem-estar e, muitas vezes, também de revolta e de contestação”.

Este ano, o festival acontece numa altura em que a cidade vive um tempo marcado pela chegada de “imensos migrantes de vários pontos do mundo”, explicou. “Isso para nós é sinónimo de grande felicidade, porque é sinal que Tondela não só sabe acolher, como também fica enriquecida pelos cruzamentos culturais que acontecem com as pessoas de vários pontos do mundo a residirem cá”, disse José Rui Martins.

O Tom de Festa arranca com o concerto “Em cantos de Abril”, que junta Selma Uamusse a Júlio Pereira e à Sociedade Filarmónica de Tondela. Ana Lua Caiano sobe a palco no mesmo dia, aliando a música tradicional portuguesa à música eletrónica, atribuindo-lhe uma componente contemporânea.

O primeiro dia do festival vai contar com a Ana Lua Caiano e o concerto “Em cantos de Abril”. Já no dia seguinte, 11 de julho, é a vez de Expresso Transatlântico apresentarem uma música marcada pela melancolia portuguesa complementada por rasgos de alegria que a contrariam. Com Expresso Transatlântico, vive-se o retrato musical de uma Lisboa Cosmopolita, onde a guitarra portuguesa lidera o ritmo. Pamela Badjogo, do Gabão, sobe depois ao palco, com o seu afro-punk bantu. Afropop, bwiti, pygmy e mandingo juntam-se numa celebração do amor e resiliência da mulher africana.

O terceiro dia do Tom de Festa leva Criatura a Tondela. Este coletivo de músicos revisita a música popular portuguesa, com o apoio de adufes ou mesmo gaitas de foles. Um espetáculo que promete fazer dançar e romper com padrões culturais pré-estabelecidos. Segue-se o trio composto pelo brasileiro Yamandu Costa, pelo argentino Martín Sued e pelo português José Manuel Neto. O violão brasileiro toca em conjunto com o bandoneon argentino e a guitarra portuguesa. A noite termina com Lao Ra, artista colombiana que leva uma musicalidade punk e pop ao festival.

O festival atinge o seu clímax no dia 13, com um concerto da catalã Rita Payés “que não só se apresenta em quinteto, como era desejo da ACERT, como ainda prometeu a presença da banda”. A noite termina com Jamila & The Other Heroes que, segundo Daniel Nunes, da ACERT, destaca-se pelas “origens palestinianas de que tem ascendentes noutros países e cuja música reflete isso”.

O Tom de Festa conta ainda com diversos workshops, um mercado sustentável e exposições, como a do fotógrafo tondelense Gustavo Dinis. O festival abriga ainda o movimento Tom de Verde, que “quer despertar consciências para a sustentabilidade e, ao longo do festival”.

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