5
resende
IP3
janela casa edifício fundo ambiental
casa-habitacao-chave-na-mao - 1024x1024
aluguer aluga-se casas

No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…

16.02.26

Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…

12.12.25

No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…

21.08.25
jose-damiao-tarouca-232
ps campanha
camapnha10
roberto rodrigues escanção
CVRDao_2
March-711-4
Home » Notícias » Colunistas » Inflação no tempo do escudo, inflação no tempo do euro

Inflação no tempo do escudo, inflação no tempo do euro

 Provas de função respiratória: porque são importantes?
10.09.22
partilhar
 Inflação no tempo do escudo, inflação no tempo do euro

1. Os leitores mais novos nunca viveram em inflação, esse “imposto” terrível que afecta os rendimentos dos trabalhadores por conta de outrem, esse “imposto” implacável que flagela especialmente os mais pobres e os mais velhos.
Já os leitores mais cotas têm ainda bem presente os tempos do escudo fraco, uma moeda que desvalorizava todos os dias, quando ainda não tínhamos entrado na UE (na altura, dizia-se CEE). Vejamos o susto que foi a subida de preços nos cinco anos anteriores à adesão comunitária: 1981 – 19,2%; 1982 – 21,5%; 1983 – 24%; 1984 – 28,5%; 1985 – 19,5%.
Em 1983, ano em que Portugal foi à bancarrota e o FMI veio cá apertar a tarraxa, os portugueses perderam 7% de poder de compra, no ano seguinte 12,5%. Uma desgraça. Houve muita fome e revolta no país.
Recorde-se que aquela bancarrota de 1983/4 foi resolvida com um empréstimo do FMI de 2,8% do nosso PIB, enquanto que, para tapar o buraco da bancarrota socrática de 2011/4, foi necessário um empréstimo da Troika de 45,5% do PIB (!).
Mesmo assim, a primeira foi muito mais gravosa para as pessoas do que a segunda. É que, há quarenta anos, o nosso estado social não tinha, nem de perto nem de longe, a actual capacidade de resposta.

2. Agora, neste ano da graça de 2022, os 13 mil milhões de euros que as famílias pouparam fechadas em casa durante a peste estão a ser derretidos, ingloriamente, em inflação – especialmente nos alimentos e energia – e, se me é permitida uma brincadeirinha, em bilhetes para os Coldplay.
Sem surpresa, o euro está a patinar em relação ao dólar porque o BCE se atrasou na subida dos juros. Agora, está a correr atrás do prejuízo, isso significa dinheiro mais caro, subida das prestações das hipotecas, investimentos mais difíceis.
Mas nada de especial. Ponhamos as coisas em perspectiva para os mais novos perceberem o que nos poderia acontecer se saíssemos do euro: em 1983 comprei um apartamento de que fiquei a pagar um empréstimo com a taxa de juro em uso na altura: 32,5%.
Desta vez, não vamos passar pelos mesmos assados porque estamos na UE e temos o euro. Tenhamos bem presente isto quando, como vai ser inevitável, as esquerdas e as direitas radicais, amigas do senhor Putin e financiadas por ele, tudo irão fazer para atacar a UE, instrumentalizando o descontentamento das pessoas com as subidas nos preços do dinheiro, dos alimentos e da energia.

 Provas de função respiratória: porque são importantes?

Jornal do Centro

pub
  • Clube Auchan. Registe-se e comece a poupar
  • Habifactus - Viseu cresce e nós crescemos consigo. A sua imobiliária de confiança há 23 anos.
  • Janelas 4Life. Qualidade, inovação e sustentabilidade
  • ReMax Dinâmica, a agencia numero 1 no Distrito de Viseu
 Provas de função respiratória: porque são importantes?

Colunistas

Procurar