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MUV: Vereador do PS acusa autarca de Viseu e da CIM de não ter sabido antecipar problema “gravíssimo”

João Azevedo acusou Fernando Ruas de ser um “mau presidente da Câmara e um mau presidente da Comunidade Intermunicipal” por causa do MUV

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 MUV: Vereador do PS acusa autarca de Viseu e da CIM de não ter sabido antecipar problema “gravíssimo”

O vereador do PS na Câmara de Viseu acusou o presidente de ser um “mau presidente da Câmara e um mau presidente da Comunidade Intermunicipal” por “não ter sabido antecipar” os problemas criados com os passes gratuitos no sistema de Mobilidade Urbana de Viseu (MUV). João Azevedo, que apresentou esta terça-feira a sua candidatura oficial à autarquia, lamentou ainda que o executivo de maioria PSD tenha uma “gestão lenta e sem força”.

“Ainda ontem (segunda-feira) tivemos um problema gravíssimo que foi a suspensão do serviço dos passes gratuitos nos amarelinhos (transportes públicos) de Viseu. Ouvimos a entidade (operadora Berrelhas), percebemos as dificuldades que estão neste contexto e há aqui uma questão que é preciso dizer. O doutor Fernando Ruas é o presidente da Câmara Municipal de Viseu e é o presidente da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, a entidade que tutela a autoridade de transportes. O senhor presidente é mau presidente da Câmara e é mau presidente da CIM porque não conseguiu antecipar um problema gravíssimo”, disse o candidato.

A empresa Berrelhas, que opera o MUV, anunciou durante o fim de semana que a partir do primeiro dia de fevereiro não iria aceitar os passes adquiridos de forma gratuita, ou seja, passes de estudantes sub 18 e sub 23 e passes de antigo combatente. Num comunicado afixado, a empresa explicava que esta decisão decorria “da impossibilidade de continuação da disponibilização gratuita dos mesmos atendendo ao seu não pagamento por parte das entidades competentes”, sem especificar quais.

No dia 3 de fevereiro, e depois de vários contactos quer junto da empresa quer junto da Câmara de Viseu sem sucesso, a autarquia emitiu um comunicado a meio da manhã a anunciar que após reunião com a operadora ambas as entidades chegaram a um entendimento para que a situação fosse regularizada. “Assim, a empresa voltará a aceitar os respetivos passes a partir do dia 4”, anunciava a autarquia, o que se verificou.

De salientar que o pagamento dos valores referentes a estes passes gratuitos é feito através da Comunidade Intermunicipal de acordo com as tranches transferidas pela administração central. 

“Depois de acontecer o problema é que o presidente vem dizer que estava resolvido. Mais uma vez se percebe que não há capacidade de antecipação e que a gestão do município é uma gestão demorada, lenta, sem força e sem capacidade de resolver os problemas”, acrescentou João Azevedo.

O candidato aproveitou ainda para dizer que em matéria de mobilidade e segurança rodoviária, falta “mão firme”.

“Todos percebemos a dificuldade que é circular em Viseu, há dificuldades de oferta e há um problema de segurança rodoviária grave. É necessário ter tolerância zero para os acidentes rodoviários que criam graves problemas ao cidadão e às famílias a quem lhes tocou este problema.

Infelizmente, não temos uma mão firme nesta matéria que não só deveria ser feita através de políticas pedagógicas, mas também através de um plano de segurança que fosse muito claro”, concluiu. 

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