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Começou por ser um trabalho para descobrir o erro e acabou numa exposição no Emdireita, em Viseu. Jean Calcagno apresenta-se num espaço onde mostra o processo criativo de uma nova linguagem através de desenhos e pinturas que habitam a galeria daquele espaço cultural localizado na Rua Direita.
“O que o público pode ver são obras finais, mas se me perguntassem há uns tempos diria que seriam esboços inacabados, mas achei engraçado trabalhar o erro e desbloqueei, artisticamente, esta nova fase espiritual do self-love”, conta ao Jornal do Centro o artista.
Quem fizer a viagem vai encontrar figuras, femininas, que podem também representar as várias fases dos sentimentos. “São figuras que são formas como eu me retrato”, esclarece. “Quando vêem o meu trabalho pensam que é de uma mulher”, acrescenta ainda. Talvez porque tem “uma forma muito feminina de pintar”, quer seja pela figuração, quer pela própria cor que usa.
Jean Calcagno começou expor aos 16 aos e o amor pela arte terá sido, como o próprio refere, transmitido pelo avô que era escultor. Agora com 36 anos, aos 18 já estava a expor em Lisboa. Há três anos mostrou o seu trabalho nos EUA.
Agora, o trabalho pode ser visto até ao final de outubro no Emdireita.