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As obras de conservação e restauro na Sé de Viseu arrancaram no final de fevereiro e deverão estar concluídas em agosto, integrando o quarto pacote de intervenção de um programa global de reabilitação iniciado em 2012, anunciou a Diocese.
A intervenção representa um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros e tem como principal objetivo preservar e valorizar o património histórico e artístico da catedral, abrangendo trabalhos em azulejaria, madeira, pedra e elementos metálicos.
No âmbito da empreitada, serão intervencionados os painéis de azulejo do Claustro Superior e Inferior, do corredor de acesso à Sacristia, da Capela de São João Baptista, da sala do Cabido, onde funciona o Museu de Arte Sacra, da Torre Sul, da Sala Capitular e da loja do museu.
Os trabalhos incluem também várias intervenções em estruturas de madeira, nomeadamente no pavimento da Capela-Mor, em diversos retábulos, no cadeiral do Coro-Baixo, no portão da Capela Tércia, nos bancos do Claustro Inferior e em nove esculturas de vulto. A empreitada abrange ainda o suporte dos cabeçotes dos sinos da Torre do Relógio, a porta principal de acesso à igreja e vários vãos exteriores em madeira maciça.
Está igualmente prevista a conservação do catavento da Sé, bem como de gradeamentos, guardas, portões, rufos e caleiras. Elementos em pedra, presentes em capelas e retábulos, serão alvo de intervenção, tal como diversos pavimentos, incluindo o Passeio dos Cónegos. Os trabalhos contemplam ainda a recuperação de vários vãos exteriores em vidro.
Antes do arranque da obra, realizou-se uma reunião de coordenação preparatória na Casa Episcopal de Viseu. O encontro contou com a presença do bispo de Viseu, D. António Luciano, de Fátima Eusébio, responsável pelos Bens Culturais da Diocese e pelo Tesouro da Catedral — Museu de Arte Sacra —, e do cónego Manuel Matos, pároco da Sé.
Participaram ainda três técnicos do Património Cultural, IP, bem como representantes das empresas adjudicatárias das intervenções: a Vermelho Cinábrio, responsável pela empreitada de conservação e restauro, e a Frechal, encarregue da componente de arquitetura e reparações.
No âmbito da fiscalização dos trabalhos estiveram também presentes representantes da FuturEngipoint, que acompanhará a componente de arquitetura e reparações, e da Tabique Engenharia Lda., responsável pela fiscalização da empreitada de conservação e restauro.
Durante a reunião foram analisadas várias questões logísticas, nomeadamente a instalação dos estaleiros e a articulação da obra com o calendário das celebrações litúrgicas da catedral, bem como com o período de encerramento do Museu de Arte Sacra.
No final de 2025, o Património Cultural teve de lançar dois concursos (o anterior que envolvia toda a intervenção tinha ficado deserto) para reparação e restauro da e na Sé de Viseu, envolvendo o total de mais de 1,2 milhão de euros (ME).
Um destinou-se à arquitetura e outras reparações, em mais de 700 mil euros; enquanto que o outro concurso, de quase meio milhão de euros, destina-se à conservação e restauro de bens degradados, como retábulos, painéis de azulejo, uma série de esculturas e os bancos dos claustro”.
Tratam-se de investimentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com prazos a cumprir e que estão a terminar.
