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O espetáculo multidisciplinar “Missed-en-abîme”, de Rogério Nuno Costa, que aborda o isolacionismo a que se votou o pintor e escultor francês Marcel Duchamp, é a proposta para este sábado no Teatro Viriato, em Viseu.
Uma performance que fala sobre um gesto que pode ser lido enquanto destruição, revelação ou ostracismo.
Em 1917, Marcel Duchamp escreve, precisamente, 1917 num urinol virado ao contrário. Em 1919, desenha um bigode no mais importante retrato da história da arte, um retrato que ele próprio pintou, assim copiando o original.
Mais de um século passado, Rogério Nuno Costa lembra que a sociedade ainda não se sabe relacionar, histórica ou artisticamente, com a radicalidade de tais gestos, “ora descredibilizando-os (ou procurando-lhes novas autorias), ora atribuindo-lhes uma qualquer intransponibilidade ou irresolução histórica”.
“Através da ritualização de um isolacionismo queer e sacrificial, atrevo-me a revisitar a negligência de Duchamp, não para lhe atribuir uma solução —, antes aceitar o insucesso, o afastamento e o esquecimento, quiçá o desaparecimento, não como rituais de vitimização ou opressão auto-infligida, antes como gestos de resistência”, explica o criador e intérprete.
Esta peça integra o Festival END, uma programação que aposta na dramaturgia portuguesa e no lugar que o autor ocupa em cada criação e que teve outro momento alto com a apresentação do livro “Encontros de Novas Dramaturgias” e com a conversa entre Patrícia Portela, Mickael de Oliveira e Rogério Nuno Costa.