Os 25 concelhos da região de Viseu gastaram 14,4 milhões de euros na cultura em 2021. A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o INE, só em despesas correntes (que correspondem, por exemplo, a gastos em bens e serviços consumidos), as autarquias desembolsaram mais de 12,4 milhões de euros. Já as despesas de capital (que incluem subsídios e outros investimentos) rondaram um total de 1,9 milhões.
Viseu foi o município que mais investiu na cultura com 4,6 milhões de euros. O dinheiro foi gasto sobretudo nas artes do espetáculo, com um investimento superior a 1,4 milhões, seguido do património – que inclui museus – com 967 mil euros.
As atividades interdisciplinares mereceram no concelho viseense um investimento de 533 mil euros e as bibliotecas e arquivos tiveram gastos na ordem dos 431 mil euros. De acordo com o INE, a Câmara de Viseu também gastou, só em apoios a entidades culturais e criativas, mais de 177 mil euros.
Tudo isto numa cidade que tem uma vasta atividade cultural através de artistas, grupos e companhias e conta com espaços como o Teatro Viriato, o Museu Nacional Grão Vasco e o Auditório Mirita Casimiro, entre outros.
No ano passado, a cidade de Viseu recebeu 273 sessões de espetáculos ao vivo que atraíram 17.322 espetadores, venderam 4.216 bilhetes e geraram uma receita total de 22.440 euros em 2021, cerca de metade de toda a arrecadação acumulada na zona de Viseu Dão Lafões.
Já nos museus, a capital do distrito acolheu 55.124 visitantes, dos quais 4.962 eram turistas estrangeiros e 4.967 alunos que visitaram os espaços museológicos em contexto escolar.
A seguir a Viseu nos gastos na cultura, estão os concelhos de Resende (810.512 euros), Sernancelhe (688.152 euros), Tondela (621.914 euros), Vouzela (597.704 euros), Mangualde (570.717 euros) e Lamego (533.897 euros).
Por outro lado, os municípios que menos investiram foram Armamar (171.615 euros), Aguiar da Beira (182.676 euros), Tabuaço (185.220 euros) e Nelas (186.441 euros).
Na despesa por habitante, Sernancelhe e Penedono são as autarquias mais gastadoras tendo em conta as reduzidas populações de ambos os concelhos que, assim, investiram respetivamente 120,8 e 114,1 euros por residente. Já Viseu gasta 46,5 euros por habitante na cultura.
A região tem 329 bens culturais imóveis, dos quais a maioria (255) são monumentos. Desses bens imóveis, 236 foram classificados como imóveis de interesse público, 43 como monumentos nacionais e 50 como imóveis de interesse municipal. Os concelhos do distrito também têm ao todo 28 museus e 22 recintos de espetáculos.