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Apenas 20 por cento da água captada é destinada a consumo humano, a restante destina-se a atividades económicas. A agricultura é uma das que mais água consome, mas há outros setores onde o uso deste recurso é em grande escala. A indústria, por exemplo, é grande consumidora de água e, tal como a agricultura, tem uma grande responsabilidade no seu consumo consciente. Combater o desperdício tem que ser uma premissa.
São muitas as empresas, de grande e pequena dimensão, que têm vindo a adotar práticas de utilização sustentável da água. A Luso Finsa, empresa que se dedica à transformação industrial de madeira e que está sediada em Nelas, é um dos exemplos onde repensar a utilização deste recurso é uma das prioridades.
“A Luso Finsa, tal como as restantes empresas do setor, vem ao longo de várias décadas adaptando a sua tecnologia no sentido de reduzir e otimizar o consumo de água nos seus processos de fabrico, conseguindo reduzir de forma significativa o consumo de água ao longo dos últimos anos”, garantiu ao Jornal do Centro Francisco Javier Blanco Fernandez, da empresa.
Dentro dos processos mais relevantes estão a reutilização da água dos telhados ou a melhoria dos processos de compressão mecânica da madeira.
Na reutilização de água da acumulada nos telhados das instalações, esta “é conduzida a uma estação de tratamento de águas pluviais, onde uma vez acondicionada é enviada a uma balsa de aproximadamente 27.000 m3 para voltar a ser consumida no processo de produção de painéis”, explicou o responsável.
Já no processo de compressão mecânica da madeira, que a empresa tem melhorado, o objetivo passa por “conseguir extrair uma maior quantidade de água existente na madeira e que, uma vez,
adequadamente tratada é utilizada para produzir vapor necessário ao processo”, explica.
Isto porque, “para o fabrico de madeira técnica é necessária a utilização de energia nos diferentes processos produtivos, nomeadamente o vapor, muito importante no processo de secagem de madeira, principalmente na tecnologia de produção de painéis de fibras de média densidade , durante o processo de desfibragem de madeira”.
Para também o aproveitamento da água que está a ser feito pela autarquia, em conjunto com as empresas, é uma forte medida de reaproveitamento.
“A experiência de aproveitamento de água da ETAR III de Nelas, que se está a
desenvolver juntamente com a Câmara Municipal de Nelas, pressupõe um enorme avanço no alcance da circularidade da água num ciclo sem fim, contribuindo fortemente
para manter a sustentabilidade deste recurso”, afirma.
Além da preocupação com a utilização consciente da água, a Luso Finsa tem apostado na “utilização de uma elevada percentagem de madeira reciclada no seu processo de produção de madeira técnica: painéis de Fibra, painéis de aglomerado de partículas e painéis de Superpan (SP – produto patenteado que combina a tecnologia dos painéis de fibras e de partículas de madeira).
“A matéria prima utilizada na fabricação destes produtos provém de matas, com uma gestão florestal sustentável, e de madeira reciclada a partir de materiais rejeitados e em fim de uso ou de subprodutos de madeira como, estilha procedente do corte de tábuas nas serrações, serradura, resíduos de costaneiro, ou de madeiras recicladas no pré ou pós consumo, que não sendo reutilizados acabariam por chegar a uma lixeira comum. Estes dois critérios de sustentabilidade estão reconhecidos em diversas certificações e ecoetiquetas”, finaliza.