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O incêndio com início em Vouzela às 03:04 de quinta-feira está dominado desde domingo, mas tem pela frente “muito trabalho” de rescaldo e vigilância, apesar de se “respirar melhor”, disse hoje o presidente da Câmara.
“Hoje respiramos melhor, mas ainda temos muito trabalho, e intenso, de rescaldo, consolidação e vigilância. Continuam a ser feitas descargas dos meios aéreos e no terreno estamos constantemente a combater reacendimentos”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Vouzela, no distrito de Viseu.
Carlos Oliveira acrescentou que “há muitos pontos quentes que é preciso vigiar” e esse trabalho “está a ser feito um pouco por toda a área atingida” em quatro municípios, com “operacionais em vários locais ao longo do perímetro”.
“Qualquer fogacho que apareça é atacado de imediato, para não haver o risco de ganhar proporções”, indicou Carlos Oliveira.
O autarca ainda não tem “qualquer ideia” sobre os danos e área ardida no seu concelho, porque “só agora é que irá para o terreno uma equipa técnica fazer esse levantamento, quer do prejuízo público, quer dos privados”.
O incêndio de Vouzela, que começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro.
O incêndio foi dado como dominado às 12:40 de domingo.
Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.
Até ao momento, há seis vítimas ligeiras a registar, três bombeiros voluntários, um sapador e dois civis, um deles no concelho de Águeda.
Na sexta-feira, este incêndio destruiu totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia e ainda aviários e animais.
Pelas 18:50, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 664 operacionais no terreno, apoiados por 227 veículos e oito meios aéreos.