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O Movimento da Inovação

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
31.03.23
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A inovação entrou na agenda da região e merece uma análise profunda e provocadora de várias ações. Há conceitos que lhe estão próximos no sentido do movimento, casos como a Importação/Exportação e Imigração/Emigração. Nas duas situações percebemos que Importar e Imigrar são movimentos de fora para dentro e Exportar e Emigrar o seu inverso. A Inovação não pode resumir-se á ideia de importar o novo e ser apenas um movimento de fora para dentro. O movimento mais amigo, próximo e vantajoso é o conceito de Emoção (e-mover) e que quer dizer, mover de dentro para fora! É responder a um estímulo ou desafio, cujo fim último é o desenvolvimento. Precisamos gerar a energia da Emoção nas empresas, serviços públicos e na região de Viseu, tudo em simultâneo!
Neste contexto a Inovação assume três níveis! O primeiro a que chamamos “Valor Acrescentado”. É uma resposta por via da qualidade, imagem, tempo de resposta. Isto envolve mudança de tecnologia, processos, qualificação; o segundo envolve talento e conhecimento; o terceiro envolve ciência e criação. Qualquer destes níveis exige contextos que favoreçam e façam acontecer. São contextos do tipo sócio económico e cultural e que obrigam também a três tipos de intervenção diferenciados.
No “Valor Acrescentado” temos que acrescentar valor às pessoas que trabalham e não fazer delas apenas auxiliares das tecnologias. Eles fazem parte do processo e farão a diferença; no segundo nível já tem que entrar a escola e a aquisição de competências específicas. Recordo-me de uma experiência que tive na EDP em Abrantes, onde as escolas se organizaram para formar técnicos para uma Central Térmica. Isto já envolve a comunidade educativa local; no terceiro entra a ciência e a criação. Aí já falamos de criar, reter e importar Talento. Isto passa a envolver os poderes públicos, a sociedade, habitação, qualidade de vida, transportes, acesso ás artes, cultura e desporto. Neste último nível, o mais exigente, as coisas não estão bem na mobilidade; não pode levar-se 8 anos para ter um médico de família; as rendas de casa são exorbitantes e reina a especulação. Esta Inovação também exige Inovação Social e Cultural e não vive fora do triângulo (Talento/Inovação/ Criação)!
Viseu tem aqui uma grande responsabilidade! O seu primeiro duque foi Mestre na Inovação, trouxe o Mundo da Idade Média para a Idade Moderna por via da Inovação. Elejam-no como Patrono e deem vida à sua memória…

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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